Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Thamnophilida
Família: Thamnophilidae
 Swainson, 1824

Composição

3 Subfamílias

Fotos | Sons

Thamnophilidae

É uma família de aves passeriformes insetívoras que compreende cerca de 220 ​​espécies e está praticamente restrito às planícies e florestas de altitude mais baixas da região neotropical. Até recentemente estavam associados aos Formicaridae, mas estudos de hibridização, feitos com seu DNA, justificaram sua separação em família à parte. Evidentemente em virtude do vasto número de espécies que congrega, trata-se de família altamente polimórfica englobando espécies predominantemente silvestres, com hábitos alimentares uniformemente insetívoros. Ocupam praticamente todos os nichos que uma floresta pode oferecer a um pássaro insetívoro, desde o sub-bosque até as copas, havendo espécies sintópicas pertencentes a um mesmo gênero, mas cada qual forrageando em estratos diferentes de vegetação como acontece com Myrmotherula ou Dysithamnus. Esse fenômeno se torna possível em virtude da ampla biodiversidade das florestas brasileiras, tanto que apenas recentemente os ornitólogos esboçaram os primeiros traços de padrões de comportamento tão complexos quanto interessantes em pássaros neotropicais. Frequentemente espécies dos mais variados gêneros seguem correições de formigas do gênero Eciton ou Labidus. De fato, com relação às cores, os padrões da plumagem são modestos ou com marcas entre cinza e branco e entre preto e branco ou a associação daquelas cores com o castanho e o ocre, principalmente na plumagem das fêmeas e dos jovens machos. Também em relação ao nome “papa-formigas” ou “papa-taocas” em alusão ao nome indígena das formigas de correição, raramente um thamnophilídeo seguidor de correições devora um desses himenópteros, aproveitando-se mais dos insetos afugentados pela vasta legião de formigas no sub-bosque, conforme demostraram os estudos de E. O. Willis. Visando explorar determinados biótopos do sub-bosque, rico em poleiros verticais e pobres em poleiros horizontais, muitas espécies desenvolveram dedos com estrutura sindáctila ou seja, o segundo e o terceiro dedo são unidos na base, tornando o conjunto mais reforçado, o que auxilia tais espécies a capturarem presas nesses poleiros verticais.

Principais gêneros

Espécies

Referências

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